Sempre tive vontade de conhecer New York e, como muitos outros, de passar o ano novo na famosa Times Square. Pesquisei rapidamente na Internet o que seria necessário e pressenti que não passava de mais um programa de índio. E indo contra o meu sexto sentido e avisos, no ano de 2009, decidi que iria romper o ano na Times e ponto final.
Primeiro, não tenho palavras para descrever a furada que é ir para New York no final do ano. Primeiro que acredito que tenha Brasileiro demais, turista demais, gente demais. (Digo isso pois, quando viajo, gosto de interagir com os nativos e no final do ano em NY isso é bem missão impossível). Isso sem falar do clima, que é de congelar os ossos. No meu caso encarei -16 e acreditem, não é nem um pouco animador sair no gelo.
| Frio no central park, no dia 31 |
Então, voltando ao ano novo. Primeiro irei falar dos albergues. Eles fazem o seguinte pela Internet: só disponibilizam reservas para o dia 30 e a partir do dia 1. Ou seja, você teria que sair no dia 30 às 12h e só voltar no dia 1 também ao meio dia. Portanto já se chega no albergue meio preocupado por não ter onde dormir (na noite da virada). Eles dizem que podem guardar as suas malas (o que realmente fazem), mas que também acreditam que pode haver desistências.
Aí entra a moleza, já que os quartos estão vagos, pois ninguém conseguiu reservar pela Internet e no dia 30 eles avisam que tiveram "desistências", mas o quarto esta custando $200 a diária hahaha. Amigos meus, perante essa situação decidiram por passar a noite na rua. Eu até pensei em fazer o mesmo, mas como estava com minha mãe, ela preferiu pagar a diária e meus amigos reclamam até hoje, pois não é só dormir na rua (foram para uma boate), mas passar 24h no frio que fica NY.
Aí entra a moleza, já que os quartos estão vagos, pois ninguém conseguiu reservar pela Internet e no dia 30 eles avisam que tiveram "desistências", mas o quarto esta custando $200 a diária hahaha. Amigos meus, perante essa situação decidiram por passar a noite na rua. Eu até pensei em fazer o mesmo, mas como estava com minha mãe, ela preferiu pagar a diária e meus amigos reclamam até hoje, pois não é só dormir na rua (foram para uma boate), mas passar 24h no frio que fica NY.
Bom, hotel reservado ou aventura programada, vamos ao reveillon. Essa minha amiga (brasileira) me contou que demorou a ir para a rua e assistiu o ano novo do central park, pois era o único lugar que estava livre. Lá eles usam uns currais para juntar o povo, aqueles usados para separar a área VIP em shows de rua. Então eles vão enchendo e fechando e quando fecha ninguém entra, só no próximo. E assim vão subindo a rua, até chegar no central park, como também as ruas paralelas, e infelizmente (ou não) foi a que eu fiquei.
| Eu e a minha mãe no meio do povo |
Como eu decidi ir para a rua bem cedo (algo em torno de 19h), fiquei ao lado da famosa bola brilhante. Aqui entra o choque das culturas. Na avenida Paulista, por parado que se fique, você não está debaixo de -4 (ou pior), e ainda temos os cantores de pop, rock, axé o que for, além dos globais rsrs. Na times não temos NADA! Não tem salgadinho, água, nem a 'cerveja quente' que dan comentou, até por que ela não estaria quente... mas então, não se pode beber, comer e muito menos sair do seu lugar.
| Nossa visão da bola |
Ficamos várias horas em pé olhando para o nada esperando a virada do ano, isso sem esquecer o frio de -4 e, como eu tenho muita sorte, começou a chover. Mas não foi um grande problema já que o entulhamento de gente é tao grande, que os que levam guarda-chuva acabam por abrigar uns 4 under my umbrellaaa la la e e e. Rihanna a parte, programa de índio é pouco para descrever a furada que é o ano novo na Times.
| Under my umbrella |
Depois de bolar de rir com a minha mãe, da furada que havíamos nos metido, enfim começam a contagem do ano novo, 10... 9... 8... 7... e deram início aos tão esperados fogos de artifício. A bola, durante a contagem, começa a descer. Essa parte é ate interessante, todos em volta gritam muito. Inclusive um americano chatonildo que me abusou o tempo inteiro, dizendo que o ano novo era muito melhor na televisão. Acabei gritando junto.
| A virada do ano |
Ainda na minha Brasileridade, após os fogos eu esperava alguma música começar a tocar, algum batuque em algum canto, gente se abraçando, gritaria, um cavaco, mas o que acontece é que todos se viram e vão para casa, barzinhos, o que for. Em 20 min as ruas estão vazias. Lá não se pode beber na rua. E tem show... eu sei que tem! Só gostaria de descobrir onde, que na Times mesmo que não é. Meu espanto foi tanto, que um indiano ficou rindo da minha cara de indignação e me disse que era isso mesmo. Eu perguntei ainda pelo menos cinco vezes e ele riu demais, até que me deu um chapéu, que a nívea estava distribuindo e me disse: “tome, para você ter uma boa lembrança do ano novo”.
| A foto do meu querido indiano |
E tirou uma foto nossa.

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