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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Reveillons famosos Parte II: Times Square


Sempre tive vontade de conhecer New York e, como muitos outros, de passar o ano novo na famosa Times Square. Pesquisei rapidamente na Internet o que seria necessário e pressenti que não passava de mais um programa de índio. E indo contra o meu sexto sentido e avisos, no ano de 2009, decidi que iria romper o ano na Times e ponto final.

Primeiro, não tenho palavras para descrever a furada que é ir para New York no final do ano. Primeiro que acredito que tenha Brasileiro demais, turista demais, gente demais. (Digo isso pois, quando viajo, gosto de interagir com os nativos e no final do ano em NY isso é bem missão impossível). Isso sem falar do clima, que é de congelar os ossos. No meu caso encarei -16 e acreditem, não é nem um pouco animador sair no gelo.

Frio no central park, no dia 31

 
Então, voltando ao ano novo. Primeiro irei falar dos albergues. Eles fazem o seguinte pela Internet: só disponibilizam reservas para o dia 30 e a partir do dia 1. Ou seja, você teria que sair no dia 30 às 12h e só voltar no dia 1 também ao meio dia. Portanto já se chega no albergue meio preocupado por não ter onde dormir (na noite da virada). Eles dizem que podem guardar as suas malas (o que realmente fazem), mas que também acreditam que pode haver desistências. 

Aí entra a moleza, já que os quartos estão vagos, pois ninguém conseguiu reservar pela Internet e no dia 30 eles avisam que tiveram "desistências", mas o quarto esta custando $200 a diária hahaha. Amigos meus, perante essa situação decidiram por passar a noite na rua. Eu até pensei em fazer o mesmo, mas como estava com minha mãe, ela preferiu pagar a diária e meus amigos reclamam até hoje, pois não é só dormir na rua (foram para uma boate), mas passar 24h no frio que fica NY.

Bom, hotel reservado ou aventura programada, vamos ao reveillon. Essa minha amiga (brasileira) me  contou  que demorou a ir para a rua e assistiu o ano novo do central park, pois era o único lugar que estava livre. Lá eles usam uns currais para juntar o povo, aqueles usados para separar a área VIP em shows de rua. Então eles vão enchendo e fechando e quando fecha ninguém entra, só no próximo. E assim vão subindo a rua, até chegar no central park, como também as ruas paralelas, e infelizmente (ou não) foi a que eu fiquei.

Eu e a minha mãe no meio do povo

Como eu decidi ir para a rua bem cedo (algo em torno de 19h), fiquei ao lado da famosa bola brilhante. Aqui entra o choque das culturas. Na avenida Paulista, por parado que se fique, você não está debaixo de -4 (ou pior), e ainda temos os cantores de pop, rock, axé o que for, além dos globais rsrs.  Na times não temos NADA! Não tem salgadinho, água, nem a 'cerveja quente' que dan comentou, até por que ela não estaria quente... mas então, não se pode beber, comer e muito menos sair do seu lugar.

Nossa visão da bola


Ficamos várias horas em pé olhando para o nada esperando a virada do ano, isso sem esquecer o frio de -4 e, como eu tenho muita sorte, começou a chover. Mas não foi um grande problema já que o entulhamento de gente é tao grande, que os que levam guarda-chuva acabam por abrigar uns 4 under my umbrellaaa la la e e e. Rihanna a parte, programa de índio é pouco para descrever a furada que é o ano novo na Times.

Under my umbrella






Depois de bolar de rir com a minha mãe, da furada que havíamos nos metido, enfim começam a contagem do ano novo, 10... 9... 8... 7... e deram início  aos tão esperados fogos de artifício. A bola, durante a contagem, começa a descer. Essa parte é ate interessante,  todos em volta gritam muito. Inclusive um americano chatonildo que me abusou o tempo inteiro, dizendo que o ano novo era muito melhor na televisão. Acabei gritando junto.

A virada do ano

Ainda na minha Brasileridade, após os fogos eu esperava alguma música começar a tocar, algum batuque em algum canto, gente se abraçando, gritaria, um cavaco, mas o que acontece é que todos se viram e vão para casa, barzinhos, o que for. Em 20 min as ruas estão vazias. Lá não se pode beber na rua. E tem show... eu sei que tem! Só gostaria de descobrir onde,  que na Times mesmo que não é. Meu espanto foi tanto, que um indiano ficou rindo da minha cara de indignação e me disse que era isso mesmo. Eu perguntei ainda pelo menos cinco vezes e ele riu demais, até que me deu um chapéu, que a nívea estava distribuindo e me disse: “tome, para você ter uma boa lembrança do ano novo”.

A foto do meu querido indiano

E tirou uma foto nossa.


terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Reveillons famosos Parte I: Avenida Paulista

 Quem vê pela TV, vê primeiro uma multidão. Fogos, Axé, Pop/Rock, atores da globo, etc...



 Mas quem vê de baixo pra cima, vê algo mais ou menos assim:




Pois É. Pra quem já foi pra algum show com multidões, a Paulista não é tão diferente. Logo cedo começam os preparativos. Pipoqueiros,  cervejeiros, sanduicheiros... todos chegam e tentam ficam ao redor, porque não podem entrar, só quem é cadastrado. Tá com sede? Complicou... porque não se pode entrar com garrafas, latas, copos, etc. A venda é única e exclusivamente feita pelas barracas dentro dos limites da festa. E para chegar até uma delas? Ou você consegue ficar próximo ou faz um estoque de cervejas quentes.

Se por algum acaso, você estiver lá e quiser assistir aos shows, fique por lá. Depois fica quase impossível  entrar e provavelmente você vai assistir tudo por um telão.


Eu, por exemplo, caí lá por acaso. Estava indo para ver a decoração de natal e eu e meu amigo decidimos ficar por lá, já que a melhor opção era uma casa de avós com muitos velhinhos assistindo TV e dormindo antes das 00:00.

 Então ficamos. Tudo parecia bem até umas 22h, quando, por um passe de mágica, milhões de pessoas começaram a chegar. Foi uma invasão, uma avalanche, um arrastão megalomaníaco. Por sorte conseguimos ficar a salvo, entre uma marquise e uma banca de revistas. Ótima localização. 
Não lembro exatamente a programação do palco. E nem faz tanta diferença... Afinal ficamos umas 3 horas em pé olhando para os lados e a queima de fogos foi tão interessante quanto as bombinhas de são joão que a gente costuma ver.

 De qualquer forma a Paulista é muito bonita, a decoração, fantástica. Mas o 1,5 milhão de pessoas... complica. Adicione a isso aí uma garoinha chaaaata e o som ruim. E aí você tem um reveillon na Avenida Paulista.










Meu conselho? Compre uma garrafa de Sidra e faça a sua própria festa. 








domingo, 26 de dezembro de 2010

Zaxby's

 Continuando com as comidas, que definitivamente são minha fissura hahaha, hoje me lembrei do Zaxby's.


Como eu já havia dito, nos EUA o que não falta é fast food. Tem para todos os gostos e acredite, eu comi em vários (quase um Men vs Food). Gostei particularmente de um deles, que foi o Zaxby's que, na verdade, não é considerado fast food pois fazem sua comida depois que você pede e demora em torno de 10 a 15 min (o que para Brasileiro não é nada). As franquias só estão no sul do país e vendem comida apenas com frango. Nada de boi, peixe... nada, só frango (eu achei muito estranho e fazer um fast food que só vende um tipo de carne, mas eu acho que não por acaso não sou do ramo, já que o Zaxby's é um sucesso).




O meu favorito sem dúvida é o Chicken Finger Plate. Sério, é muito gostoso! As batatinhas tem um pozinho em cima que ficam mais salgadas, não sei bem explicar. O pão que acompanha é uma delicia, o molho também. Eu só achei um pouquinho caro (algo em torno de U$10,00 a refeição), já que ficamos mal acostumados com hambúrguer a U$1,00. Mas ainda assim é preço de fast food.


quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Comendo na Disney

Eu sou uma pessoa que gosta muito de comida, muito mesmo, tanto que boa parte do meu planejamento em viagens diz respeito aos restaurantes. Tenho uma vontade pelas coisas diferentes e excêntricas e, se no menu/cardápio tem frango ao molho de manga com laranja e torresmo de porco, é bem certo que irei comer isso em vez de um prato de arroz e feijão. 

E sigo bem à risca a filosofia "Em Roma como os romanos" (eu acho que é em Roma). Mesmo sem gostar de várias coisas, quando estou viajando me transformo e como de tudo. E os Estados Unidos é ótimo lugar para se comer. Antes gostaria de esclarecer que não suporto o típico pensamento de muitos Brasileiros: "prefiro a comida da minha casa", "comida nos Estados Unidos é horrível", "só comi McDonalds". Bom, queridos, eu tenho é pena de quem viaja para um lugar tão rico gastronomicamente (Pode incluir inúmeros outros países) e só come McDonalds. Nem para provar outras redes de fast food... sinto dó.

Bom, irei falar da Disney, que vende o meu maior vicio comelístico americano: a Turkey Leg, que nada mais é do que uma coxa de Peru defumada hahaha. É muito gostosa e ENORME, dá para duas pessoas comerem tranquilamente.


Quando eu comprei sozinha e sai andando pelo parque com ela, pelo menos cinco pessoas me pararam para dizer: "eu comecei assim" (mostrando a barriga), "você realmente vai comer isso?", "querida tome esses adesivos, porque você merece"... acabou que ganhei adesivos do Mickey. Pelo Turkey Leg com um copo de refrigerante paguei U$10,00 o que para mim foi bem caro, já que eu fui relativamente lisa para os Estados Unidos. Algo em torno de mil dólares para passar dois meses e meio, incluindo casa e comida.


A outra indicação gastronômica entra no campo da minha peruísse, já que nem é tão gostoso assim e é bem caro. São os palitinhos de doce vendidos no Downtown Disney, que eu paguei U$4,00. As lojinhas são lindas, tudo cheira extremamente bem e todas as coisas são fofas e coloridas. Definitivamente eu não poderia sair de lá sem comer algo. Comprei um Marshmallow com chocolate e côco, que vinha em um canudo do Mickey, canudo esse que lambi e guardei para dar de presente para alguém no Brasil. Eu já disse que estava pobre, que sou mão de vaca e o canudo fazia o desenho da cabeça do Mickey, onde líquido passava por dentro. Totalmente irresistível.




 

Entrevista para televisão

Essa semana a televisão Cabo branco (Que é a filial da globo no meu estado) entrou em contato com um amiga minha, Bia, (a que eu vou morar junto nos Estados Unidos). Então fomos chamadas para sermos entrevistadas sobre intercâmbios, viagens e afins. Ivo, um amigo nosso que está indo para Irlanda também foi entrevistado, assim como o irmão de Bia, Mateus.


A entrevista fala um pouco da experiência de se morar um tempo fora e das expectativas que tal mudança proporciona. Aqui está o link para a entrevista, é o ultimo vídeo.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Como entrei nessa vida?

Era meados de 2008. Eu estava há uns bons 4 meses no momento de "preguiçoso nas horas vagas". E tinha muitas horas vagas! Uma prima então me indicou uma matéria sobre trabalho a bordo de navios, e disse que era perfeito para mim. Li a matéria, gostei da idéia e enviei um email para o endereço indicado. Depois de alguns dias, a resposta. Enviei outro email com meu curriculum e recebi um de volta, com a data para a entrevista de seleção, em Recife. Fui, fiz a entrevista e esperei. Depois de 1 semana recebi a confirmação do meu ingresso na companhia, e uma série de documentos que deveriam ser preenchidos, datas que deveriam ser respeitadas, etc, etc, etc. Foi o início de um processo de cerca 2 meses até o embarque, definitivamente.

O candidato a tripulante, primeiro, tem de escolher a agência que vai lhe orientar. Existem algumas, espalhadas pelo Brasil, e cada uma delas trabalha com diferentes companhias. Pra quem é do nordeste, a opção mais próxima é a World Map Ship Jobs*, que abriu sede em Recife em 2010.

Pra quem é do Sul/Sudeste, existem várias opções: A Infinity Brasil, com sede no Rio; a Seamanwork, (que seleciona tripulantes para o famoso Disney Cruise Line); a Portside, em Curitiba e a ISM Agency, que é sulamericana com filial no Brasil.

Mas se você está realmente disposto, cadastre seu currículo em qualquer uma destas agências e meta a cara para se deslocar até o local da seleção. E algumas empresas, inclusive, utilizam o telefone ou o skype nas entrevistas.

Acessando os sites, os candidatos têm todas as informações a respeito desse ramo, inclusive com depoimentos de outros tripulantes. Minha dica é: tire todas as suas dúvidas com os agentes e com as informações do site. Elas vão ser valiosas quando você, enfim, estiver vestindo seu uniforme e correndo para o elevador em direção ao seu posto, para começar mais um dia (ou noite) de trabalho.


* A World Map Ship Jobs não possui website. O contato é feito através do email contato@shipjobs.com.br

Mais sobre o tempo livre

Como quase todos os brasileiros, eu escolhi esse emprego por causa da possibilidade de conhecer o mundo. Literalmente. A companhia é subsidiária da Royal Caribbean, e tem 5 navios na frota. Durante os meses de dezembro a março, os cinco navios estão em território nacional, cheios de passageiros brasileiros engordando os cofres dos espanhóis. E no restante do ano, três deles navegam em águas européias, e os outros dois em águas caribenhas.

Ou seja, eu tenho a chance de conhecer, no mínimo vários países europeus e alguns da américa central/do sul. É empolgante, não? Além de existirem várias outras companhias que oferecem roteiros extremos, como Alaska, Mar do Norte, Japão, Tahiti, etc.




É claro que a prioridade nesse ramo é o trabalho. Mas sempre se dá um jeito. Inclusive depois de trabalhar 11, 12 horas, ainda dá pra arrumar um tempinho e passar a tarde nas ruas de São Petersburgo, por exemplo. Reparar nos rostos russos, nos carros velhos, no desenvolvimento pós-revolução russa, guerra fria, União Soviética. E talvez conhecer as loiras mais lindas do mundo na Estônia, servindo cafés, cervejas ou simplesmente ensinando turistas a atirar com arco e flecha. Ou tomar uma cerveja no fim de tarde em um dos bares antigos no bairro boêmio de Copenhagen, o Nyhavn, onde viveu o famoso escritor de contos infantis, Hans Christian Andersen.









Falando em artistas de rua, falando em Barcelona. Andar pela Las Ramblas é se deparar com centenas de artistas e suas diferentes apresentações. Desde simples desenhistas, passando por mulheres-gato até fantasias mais elaboradas como aliens e demônios (ou anjos) gigantes. Isso tudo, claro, em uma semana. Afinal, em navios como esse, cada dia estamos num porto (cidade) diferente. E, em alguns casos, em PAÍSES diferentes todos os dias.











segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

A vida a bordo de um navio

A vida a bordo, durante cerca de 8 meses. No começo, é claro, é difícil. Tudo vai depender de como você encara as novidades e como você trata as pessoas ao seu redor. A vida a bordo pode se resumir, basicamente, em uma coisa: trabalho. Não se iluda, porque você é apenas mais um na tripulação. E não mais uma pessoa, e sim mais uma força de trabalho. Ou seja, esteja preparado para trabalhar bastante; em média, 12 horas diárias (sem feriados, fins de semana, ou folgas).



 Mas sempre me surge a pergunta: E o tempo livre?


Eu sou um privilegiado. Na minha função, meu turno é de 12 horas, durante a noite. Ou seja, eu trabalho das 20h às 8h, com intervalos. Isso significa que eu tenho 12 horas livres, que eu vou chamar de horas livres brutas. Eu posso, teoricamente, fazer o que me der na telha. Posso ir dormir, posso ir na academia, posso ver um filme, tocar violão, etc. mas o que mais me atrai (e, principalmente atrai os brasileiros) é poder descer em terra. 

Desembarcar e conhecer as cidades pelas quais estamos passando. Se eu não estou trabalhando, posso perfeitamente pôr uma roupa normal e descer. Tenho que ficar atento somente ao horário limite de retorno. Por exemplo: Se o navio parte do porto às 17h, eu tenho que estar a bordo às 16h. Caso contrário, eu serei penalizado com um aviso escrito  do capitão (nossa autoridade máxima). Ou pior. Dependendo do tempo do meu atraso eu posso até perder o navio. Isso acarretaria vários problemas, mas o pior deles seria o fim do meu contrato e meu retorno pra casa, já que essa é a penalização prevista para estes casos.



 Durante os próximos posts, eu vou detalhar cada aspecto da nossa vida. Pessoal, profissional, etc. Vou contar como vivem os tripulantes de diferentes posições na hierarquia, como é o trabalho, como são nossas festas e nossos momentos de lazer. Vou falar também das cidades pelas quais passamos e como aproveitar nosso tempo em terra.


sábado, 11 de dezembro de 2010

Quais os passos para se fazer um curso no exterior?

Hoje marquei que faltam dois meses - na verdade faltam 63 dias , mas eu marquei em minha cabeça que hoje faltariam dois meses e assim será, não ouso discordar do meu inconsciente. Já estou com tudo pronto. E pensei que "estar com tudo pronto" é uma dúvida que muitos possuem. Para tanto irei enumerar os processos pelos quais passei.

Bom, no meu caso, além de fazer o curso de inglês, pretendo posteriormente fazer o mestrado por lá. O que me leva ao primeiro quesito, pois se você só vai e volta rapidamente, ele importa, mas não pesa tanto, (que a ideia de ir e voltar é realmente conhecer o lugar), já no caso de pensar em morar ele é de extrema importância. E eu vou falar no caso de ir morar.

1º Escolher País/cidade: Primeiro indico que já tenha passado um tempo fora de casa, nem que tenha sido um mês sem mãe e pai (não vale contar aquela viagem de férias que eles fazem todo ano e você fica "tomando conta" da casa) para entender um pouco o que é se virar. E se você quer lidar com isso agora, neste exato momento ou se prefere sair de casa quando a tua mãe disser que não aguenta mais e te comprar um apartamento. Feito isso, escolha o país ou cidade, mais uma vez é interessante que já tenha passado um tempo nele ou ao menos conhecido por pelo menos um dia, para saber o clima. Quando falo clima, não é a respeito de chuva e sol, até porque na internet descobrimos isso, mas sim o clima espiritual do lugar (eu acredito que temos que sentir o feeling do lugar) .Com isso feito, passamos para o segundo quesito.



2º Escolha do curso: Por que isso vem antes? Pelo simples fato de que alguns países exigem visto para Brasileiros e esses vistos são específicos. Por exemplo: nos EUA se você vai fazer um curso de Inglês com mais de 20h por semana exigem visto de estudante e o processo ocorre de uma maneira; se o seu caso é só para turistar, o visto simples de turista serve, até para alguns tipos de aula, e por aí vai.

3º Visto: Ótimo! Escolheu o país, escolheu o curso, agora a papelada do visto... eu já viajei para os EUA e Colômbia. Como sabemos, para o segundo não precisamos de visto (por ser um estado associado ao Mercosul) o que é muito bom (não precisa do passaporte, mas levem para usar no Duty Free). No caso dos Estados Unidos o visto é uma novela da qual em breve irei apresentar os capítulos.



4º Passagens:  Agora a coisa fica fácil. Visto em mãos, é só comprar a passagem. Se o seu visto for de estudante a tarifa é diferente e portanto se paga menos. Procure saber com alguma agência de viagem. Já a passagem de turista pode ser pesquisada pela Internet no site  decolar, que é muito bom.

5º Esperar: Agora realmente é só sentar e esperar. Aconselho a procurar informações no google, orkut e blogs de viagem. Blogueiros principalmente, porque podem ajudar muito com a experiência que possuem . Não tenham vergonha de perguntar, vá a médicos e dentistas. Pense em fazer uma dieta para viajar bem de saúde e na sua melhor forma fisica, pois tenha certeza você não irá regular tudo que põe na boca, pelo menos não nos primeiros dias.

O principal é isso. Claro que isso tudo leva tempo, dinheiro e cansaço mental, mas vale a pena. Se você tem o sonho de ir para o exterior, vá! Não espere aparecer a oportunidade, pois ela não irá aparecer, você precisa fazer a sua oportunidade. Não rola de fazer o passo 1? Vai sem ele mesmo e mete a cara no mundo, junto da tua coragem. E não se engane, faça cada coisa devagar e no seu tempo! Quando vir, estará a dois meses de embarcar.


domingo, 5 de dezembro de 2010

Como chegamos aqui

Eu sou uma viajante compulsiva com uma personalidade obsessiva. Começo a viagem muito antes de entrar no avião. Começo quando decido para onde vou e a partir desse momento todos os meus pensamentos são voltados para a viagem, bem coisa da classe média mesmo. Entro em sites, leio tudo a respeito do país/cidade, planejo os lugares e procuro por tudo mesmo. 

Estou de mudança para os Estados Unidos (só para situar, moro em João Pessoa - PB). Irei para o estado da Geórgia, mais precisamente a cidade de Valdosta, onde passei dois meses ano passado e me apaixonei por várias coisas. Portanto vocês imaginam o meu nível de obsessão.

E aí comecei a minha pesquisa sobre esse estados/cidades, dos quais só achei assuntos relativos sobre New York. Em Atlanta todos indicam o museu da coca-cola... bom, acredito eu que Atlanta tem muito mais a me oferecer do que o museu da coca-cola. 

Tudo para explicar um pouco o sentimento desse blog, pelo menos da minha parte e acredito em grande parte de Dan também. Eu gosto de viajar além dos lugares de turistas. Aliás odeio coisa de turista, odiei a Times Square, odiei o passeio do rio Tigre na Argentina, só não odeio a Disney.

                                                                                                                
Enquanto Mari fala da vida de estudante em outro país, eu vou escrever aqui a respeito da minha vida e sobre a experiência pela qual eu estou passando. Desde 2008 eu trabalho em navios de cruzeiros. Mais especificamente, em uma companhia espanhola que, no Brasil, trabalha sob a marca da CVC.


Se você, como eu, gosta de viajar, adora conhecer pessoas novas, culturas novas, ter experiencias novas, já é um ótimo candidato. Adicione aí a vontade de trabalhar, um idioma além do português (inglês ou espanhol), e uma boa (mas muito boa mesmo) dose de coragem.