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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

A vida a bordo de um navio II

Tudo, absolutamente tudo que você precisa, está a bordo. Talvez eu tenha exagerado e você não encontre a marca de shampoo específica ou aquele esmalte, ou cuecas que não irritem. O que eu quero dizer é que o conforto básico necessário lhe é proporcionado, sem custos adicionais.
Porque conforto é uma palavra que você vai esquecer durante, no mínimo seis meses. O trabalho vai tomar conta da sua vida e, dependendo da sua função, até mesmo descer em terra vai ser complicado. Mas ainda bem que existe a bordo o Crew bar, ou traduzindo, o bar da tripulação. Dependendo da companhia, são bares maiores ou menores, mais ou menos estruturados, e fumantes ou não-fumantes. No caso da minha companhia, em apenas um dos navios (Sovereign) o bar tem área externa. Todos os outros são internos ou, em alguns casos, com um pequeno espaço do lado de fora.

Todos os dias o bar está aberto, vendendo cervejas, refrigerantes, cartões de internet e telefone e salgadinhos. É um ponto de encontro para quem quer fumar um cigarro (na área externa), descansar, praticar jogo de dardos (uma febre entre os filipinos) ou paquerar.




Falando em paquerar, uma vez por mês rola  a Crew Party (Festa da tripulação). As bebidas são liberadas (cerveja e refrigerante em lata) e o consumo é tolerado além do normal (2 latinhas). Não é que o CONSUMO seja tolerado. Pra falar a verdade, você pode consumir quanto quiser, e exagerar se quiser, e cair de bêbado se quiser. O que você não pode é ser pego*

* Ser pego significa ser levado ao hospital para fazer um Alcohol Test (Teste de álcool) ou Drug Test (Teste de drogas). O clássico xixi no copinho. Caso o resultado dê positivo, o próximo porto é onde fica sua passagem pra casa. Tchau, tchau. Em alguns casos você pode recorrer da decisão e fazer os testes em um laboratório em terra. E também existem os testes aleatórios que, dependendo da companhia, acontecem 1 vez por semana ou a cada 15 dias.

Tudo bem. você bebeu, bebeu, bebeu, conseguiu descer as escadas, entrou no corredor certo e, milagrosamente, conseguiu enfiar o cartão na porta (a chave de casa). Com mais alguma ajudinha do santo milagreiro, você subiu na cama e dormiu. Agora vem o dia seguinte: trabalho.
Apesar de as crew parties serem o momento onde todos nós relaxamos e extrapolamos, não esqueça que sempre vai haver um dia seguinte de trabalho. Você não vai conhecer feriados ou fins de semana durante muito tempo.

Além do Crew Bar, existe também o Crew Day Room ou, traduzindo, a Área de Lazer. É onde ficam os computadores para acesso à internet, os videogames, a biblioteca (tímida), os telefones e a "mercearia", uma espécia de loja tem-de-tudo, com produtos que vão de higiene pessoal a comida. Lá é onde costuma acontecer outros eventos menores, tipo as reuniões do Crew welfare (que eu conto depois) ou as reuniões de segurança.




sábado, 22 de janeiro de 2011

Coisas que fazemos

Estou a três semanas de embarcar para os EUA, estou arrumando as malas, documentos, planos de viagens... Já programei uma viagem para quando estiver lá. Do dia 17 ao dia 28 estarei entre NY, Orlando e New Orleans! Estou bem animada com isso.

Ao mesmo tempo receosa, pois deixo uma vida relativamente perfeita, composta pelas ambições da classe média. Uma profissão (psicóloga), um carro, estabilidade (na casa dos pais), um ex-namorado (forte candidato a marido). Me formei esse ano e, por gostar tanto de fazer planos fiquei com medo de planejar minha vida e acabar por seguir caminhos pré-definidos. Eu sempre quis viajar (e viajei muito), morar fora... mas ao mesmo tempo queria estar formada para "fazer isso". Quando assisti "Na natureza Selvagem" (Into the wild) me identifiquei com o protagonista. Nada que eu vá largar todo o dinheiro e me mandar, mas no sentido de cumprir com o "dever social" e pronto: estou aqui formada.

Não tenho ideologias nem sigo filosofias, quero apenas viver a minha vida um pouco aqui e um pouco ali, viajando e conhecendo pessoas e, principalmente, exercendo a minha profissão que amo tanto.




Como se diz em New Orleans " Laissez les bons temps rouler" ("Deixe os bons tempos rolarem")



sábado, 15 de janeiro de 2011

Como viajar para os EUA parte I : Passaporte

Estou a exato um mês de embarcar para os EUA, em comemoração resolvi fazer uma serie de posts de como ir estudar, turistar na terra do tio Sam. Hoje estava conversando com um amigo e disse "EUA não é lugar para ir mochilar", por que não mochilar Maristella? Porque não se pode acordar e decidir que vai para os Estados Unidos, pelo menos não nós Brasileiros.

Eu comecei falando isso, pois a uma semana atrás Dan decidiu ir para a Chapada Diamantina com um amigo (João) e quando é quinta-feira ele me manda uma menssagem pedindo para que eu arrumasse um lugar por R$15 o dia para ele ficar em SÃO PAULO hahaha. Então para ficar claro quando falo "mochilar" é mais a respeito do sentimento de colocar uma mochila e ir e não o fato de viajar para conhecer a cidade a pé, dormindo em Albergues (que para isso os EUA é ótimo, com vários albergues e cidades para se conhecer).

Para poder viajar para os EUA  é necessário uma certo planejamento que definitivamente não é o perfil de Dan, e acredito que ele vai rodar o mundo antes de juntar toda a papelada que os EUA exigem hahaha. E para ajudar quem quer ir para os EUA farei esses posts começando do básico.

I Tirando o passaporte

Posso ter meu passaporte negado?
Não, se você é Brasileiro é um direito seu tirar o passaporte, portanto não tenha medo, muitas vezes as pessoas confundem tirar o passaporte com entrevista do visto que são coisas completamente diferentes o primeiro se faz junto a Policia Federal Brasileira e o segundo no consulado do país que você deseja viajar. E não se preocupem não tem entrevista.

Vá ao site da Policia Federal e clique em "Requerer Passaporte".



II Passos para retirar seu passaporte








Há opções para: Passaporte Comum (para brasileiros), Passaporte de emergência, Passaporte para estrangeiros (para não brasileiro) e Laissez-Passer. Aqui irei falar especificamente do passaporte comum, ou seja para brasileiros.


* Identidade (Para maiores de 12 anos, se for menor clique aqui);

*  Titulo de eleitor e comprovante de que votou na última eleição;

* Documento que comprove quitação com o serviço militar obrigatório;

* Certificado de naturalização, para os naturalizados; 

* Comprovante Bancário do pagamento da guia de recolhimento da união - GRU;

* Passaporte anterior quando houver (válido ou não)

* CPF

No site é necessário preencher vários campos e dentre eles pede data de emissão da identidade, portanto é preferível que use a mesma como "documento de identidade"







 Com todos os documentos em mão comece a preencher a emissão do passaporte, o GRU da ultima vez que tirei passaporte 1/12/2009 estava R$ 156.00, acredito que continue a mesma coisa, pode ser paga em casa lotéricas.












Na minha cidade João Pessoa -PB demora em torno de uma semana ou mais, não passando de três semanas, levem em consideração que é uma capital, mas não é das maiores portanto se programe bem cedo para tirar seu passaporte, calcule portanto o tempo de espera (2 semanas) mais o tempo para receber (1 semana), portanto duas semanas só para tirar o passaporte e só após o seu recebimento poder marcar a entrevista do visto, onde você irá esperar mais alguns dias ou meses. Se programe! 

No meu caso eu iria para a entrevista junto dos meus pais, mas no dia que fui marcar a data notei que os seus passaportes iriam vencer dentro de 6 meses (normalmente pedem mais de 6 meses para o vencimento do passaporte) e tivemos que ir tirar um novo, sendo que no dia marcado o sistema caiu e eles não puderam tirar e iriam precisar marcar outra data, sendo que já era Novembro e iria ficar muito apertado, pois eu queria embarcar nos primeiros dias de Dezembro, o que fizemos? Pagamos tudo e fomos para a porta da PF esperar por uma "vaguinha", deu certo, não aconselho contar com isso, pois o sistema está bem organizado e eles ficam lotados todos os dias, mas no desespero tenta-se de tudo.












Com isso terminamos a primeira batalha: O passaporte, agora é correr para tirar o visto que será o tema do próximo post.




quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Reveillons famosos Parte II: Times Square


Sempre tive vontade de conhecer New York e, como muitos outros, de passar o ano novo na famosa Times Square. Pesquisei rapidamente na Internet o que seria necessário e pressenti que não passava de mais um programa de índio. E indo contra o meu sexto sentido e avisos, no ano de 2009, decidi que iria romper o ano na Times e ponto final.

Primeiro, não tenho palavras para descrever a furada que é ir para New York no final do ano. Primeiro que acredito que tenha Brasileiro demais, turista demais, gente demais. (Digo isso pois, quando viajo, gosto de interagir com os nativos e no final do ano em NY isso é bem missão impossível). Isso sem falar do clima, que é de congelar os ossos. No meu caso encarei -16 e acreditem, não é nem um pouco animador sair no gelo.

Frio no central park, no dia 31

 
Então, voltando ao ano novo. Primeiro irei falar dos albergues. Eles fazem o seguinte pela Internet: só disponibilizam reservas para o dia 30 e a partir do dia 1. Ou seja, você teria que sair no dia 30 às 12h e só voltar no dia 1 também ao meio dia. Portanto já se chega no albergue meio preocupado por não ter onde dormir (na noite da virada). Eles dizem que podem guardar as suas malas (o que realmente fazem), mas que também acreditam que pode haver desistências. 

Aí entra a moleza, já que os quartos estão vagos, pois ninguém conseguiu reservar pela Internet e no dia 30 eles avisam que tiveram "desistências", mas o quarto esta custando $200 a diária hahaha. Amigos meus, perante essa situação decidiram por passar a noite na rua. Eu até pensei em fazer o mesmo, mas como estava com minha mãe, ela preferiu pagar a diária e meus amigos reclamam até hoje, pois não é só dormir na rua (foram para uma boate), mas passar 24h no frio que fica NY.

Bom, hotel reservado ou aventura programada, vamos ao reveillon. Essa minha amiga (brasileira) me  contou  que demorou a ir para a rua e assistiu o ano novo do central park, pois era o único lugar que estava livre. Lá eles usam uns currais para juntar o povo, aqueles usados para separar a área VIP em shows de rua. Então eles vão enchendo e fechando e quando fecha ninguém entra, só no próximo. E assim vão subindo a rua, até chegar no central park, como também as ruas paralelas, e infelizmente (ou não) foi a que eu fiquei.

Eu e a minha mãe no meio do povo

Como eu decidi ir para a rua bem cedo (algo em torno de 19h), fiquei ao lado da famosa bola brilhante. Aqui entra o choque das culturas. Na avenida Paulista, por parado que se fique, você não está debaixo de -4 (ou pior), e ainda temos os cantores de pop, rock, axé o que for, além dos globais rsrs.  Na times não temos NADA! Não tem salgadinho, água, nem a 'cerveja quente' que dan comentou, até por que ela não estaria quente... mas então, não se pode beber, comer e muito menos sair do seu lugar.

Nossa visão da bola


Ficamos várias horas em pé olhando para o nada esperando a virada do ano, isso sem esquecer o frio de -4 e, como eu tenho muita sorte, começou a chover. Mas não foi um grande problema já que o entulhamento de gente é tao grande, que os que levam guarda-chuva acabam por abrigar uns 4 under my umbrellaaa la la e e e. Rihanna a parte, programa de índio é pouco para descrever a furada que é o ano novo na Times.

Under my umbrella






Depois de bolar de rir com a minha mãe, da furada que havíamos nos metido, enfim começam a contagem do ano novo, 10... 9... 8... 7... e deram início  aos tão esperados fogos de artifício. A bola, durante a contagem, começa a descer. Essa parte é ate interessante,  todos em volta gritam muito. Inclusive um americano chatonildo que me abusou o tempo inteiro, dizendo que o ano novo era muito melhor na televisão. Acabei gritando junto.

A virada do ano

Ainda na minha Brasileridade, após os fogos eu esperava alguma música começar a tocar, algum batuque em algum canto, gente se abraçando, gritaria, um cavaco, mas o que acontece é que todos se viram e vão para casa, barzinhos, o que for. Em 20 min as ruas estão vazias. Lá não se pode beber na rua. E tem show... eu sei que tem! Só gostaria de descobrir onde,  que na Times mesmo que não é. Meu espanto foi tanto, que um indiano ficou rindo da minha cara de indignação e me disse que era isso mesmo. Eu perguntei ainda pelo menos cinco vezes e ele riu demais, até que me deu um chapéu, que a nívea estava distribuindo e me disse: “tome, para você ter uma boa lembrança do ano novo”.

A foto do meu querido indiano

E tirou uma foto nossa.


terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Reveillons famosos Parte I: Avenida Paulista

 Quem vê pela TV, vê primeiro uma multidão. Fogos, Axé, Pop/Rock, atores da globo, etc...



 Mas quem vê de baixo pra cima, vê algo mais ou menos assim:




Pois É. Pra quem já foi pra algum show com multidões, a Paulista não é tão diferente. Logo cedo começam os preparativos. Pipoqueiros,  cervejeiros, sanduicheiros... todos chegam e tentam ficam ao redor, porque não podem entrar, só quem é cadastrado. Tá com sede? Complicou... porque não se pode entrar com garrafas, latas, copos, etc. A venda é única e exclusivamente feita pelas barracas dentro dos limites da festa. E para chegar até uma delas? Ou você consegue ficar próximo ou faz um estoque de cervejas quentes.

Se por algum acaso, você estiver lá e quiser assistir aos shows, fique por lá. Depois fica quase impossível  entrar e provavelmente você vai assistir tudo por um telão.


Eu, por exemplo, caí lá por acaso. Estava indo para ver a decoração de natal e eu e meu amigo decidimos ficar por lá, já que a melhor opção era uma casa de avós com muitos velhinhos assistindo TV e dormindo antes das 00:00.

 Então ficamos. Tudo parecia bem até umas 22h, quando, por um passe de mágica, milhões de pessoas começaram a chegar. Foi uma invasão, uma avalanche, um arrastão megalomaníaco. Por sorte conseguimos ficar a salvo, entre uma marquise e uma banca de revistas. Ótima localização. 
Não lembro exatamente a programação do palco. E nem faz tanta diferença... Afinal ficamos umas 3 horas em pé olhando para os lados e a queima de fogos foi tão interessante quanto as bombinhas de são joão que a gente costuma ver.

 De qualquer forma a Paulista é muito bonita, a decoração, fantástica. Mas o 1,5 milhão de pessoas... complica. Adicione a isso aí uma garoinha chaaaata e o som ruim. E aí você tem um reveillon na Avenida Paulista.










Meu conselho? Compre uma garrafa de Sidra e faça a sua própria festa. 








domingo, 26 de dezembro de 2010

Zaxby's

 Continuando com as comidas, que definitivamente são minha fissura hahaha, hoje me lembrei do Zaxby's.


Como eu já havia dito, nos EUA o que não falta é fast food. Tem para todos os gostos e acredite, eu comi em vários (quase um Men vs Food). Gostei particularmente de um deles, que foi o Zaxby's que, na verdade, não é considerado fast food pois fazem sua comida depois que você pede e demora em torno de 10 a 15 min (o que para Brasileiro não é nada). As franquias só estão no sul do país e vendem comida apenas com frango. Nada de boi, peixe... nada, só frango (eu achei muito estranho e fazer um fast food que só vende um tipo de carne, mas eu acho que não por acaso não sou do ramo, já que o Zaxby's é um sucesso).




O meu favorito sem dúvida é o Chicken Finger Plate. Sério, é muito gostoso! As batatinhas tem um pozinho em cima que ficam mais salgadas, não sei bem explicar. O pão que acompanha é uma delicia, o molho também. Eu só achei um pouquinho caro (algo em torno de U$10,00 a refeição), já que ficamos mal acostumados com hambúrguer a U$1,00. Mas ainda assim é preço de fast food.


quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Comendo na Disney

Eu sou uma pessoa que gosta muito de comida, muito mesmo, tanto que boa parte do meu planejamento em viagens diz respeito aos restaurantes. Tenho uma vontade pelas coisas diferentes e excêntricas e, se no menu/cardápio tem frango ao molho de manga com laranja e torresmo de porco, é bem certo que irei comer isso em vez de um prato de arroz e feijão. 

E sigo bem à risca a filosofia "Em Roma como os romanos" (eu acho que é em Roma). Mesmo sem gostar de várias coisas, quando estou viajando me transformo e como de tudo. E os Estados Unidos é ótimo lugar para se comer. Antes gostaria de esclarecer que não suporto o típico pensamento de muitos Brasileiros: "prefiro a comida da minha casa", "comida nos Estados Unidos é horrível", "só comi McDonalds". Bom, queridos, eu tenho é pena de quem viaja para um lugar tão rico gastronomicamente (Pode incluir inúmeros outros países) e só come McDonalds. Nem para provar outras redes de fast food... sinto dó.

Bom, irei falar da Disney, que vende o meu maior vicio comelístico americano: a Turkey Leg, que nada mais é do que uma coxa de Peru defumada hahaha. É muito gostosa e ENORME, dá para duas pessoas comerem tranquilamente.


Quando eu comprei sozinha e sai andando pelo parque com ela, pelo menos cinco pessoas me pararam para dizer: "eu comecei assim" (mostrando a barriga), "você realmente vai comer isso?", "querida tome esses adesivos, porque você merece"... acabou que ganhei adesivos do Mickey. Pelo Turkey Leg com um copo de refrigerante paguei U$10,00 o que para mim foi bem caro, já que eu fui relativamente lisa para os Estados Unidos. Algo em torno de mil dólares para passar dois meses e meio, incluindo casa e comida.


A outra indicação gastronômica entra no campo da minha peruísse, já que nem é tão gostoso assim e é bem caro. São os palitinhos de doce vendidos no Downtown Disney, que eu paguei U$4,00. As lojinhas são lindas, tudo cheira extremamente bem e todas as coisas são fofas e coloridas. Definitivamente eu não poderia sair de lá sem comer algo. Comprei um Marshmallow com chocolate e côco, que vinha em um canudo do Mickey, canudo esse que lambi e guardei para dar de presente para alguém no Brasil. Eu já disse que estava pobre, que sou mão de vaca e o canudo fazia o desenho da cabeça do Mickey, onde líquido passava por dentro. Totalmente irresistível.